A Joia Chamada Allianz Arena


Você gosta de viajar? E de futebol, você gosta? Pois é, eu também! Por isso que para mim foi perfeita a combinação "viagem à Munique + Allianz Arena".

 Todo mundo já ouviu falar do time do Bayern de Munique e sua poderosa arena, onde é praticamente invencível. Sempre admirei tudo que está relacionado à Alemanha, mas foi o namorado que me fez gostar cada vez mais do Bayern, a ponto de torcer mesmo e acompanhar quase todos os jogos e campeonatos. Aí então foi aquele pensamento constante: "Se um dia formos a Munique, é claro que vamos ao Allianz Arena". E a deixa foi ano passado, quando já morávamos em Berlin e resolvemos conhecer Munique, em uma viagem linda de 5 dias pela cidade.

 Não preciso nem falar que já no primeiro dia corremos para o estádio né? Deixamos as malas no hotel, e já saímos cheios de energia em busca da estação principal da cidade, na Marienplatz, para de lá seguirmos para o gigante da Baviera. Lá pegamos um metrô subterrâneo azul (Fiz questão de citar a cor porque em Berlin são todos amarelos. Não que isso seja algo relevante), e depois de uns 15 minutos, Tiago fala "é essa estação, vamos descer". No auge da minha inocência, achei que ia sair do metrô e cair no gramado do Allianz, - exageros à parte - mas ao sair, não vi nada. Ok, vamos andar. Andamos pela estação só nós dois, mais nenhuma alma viva, subimos suas escadas e seguimos por uma ponte comprida, que logo perdeu sua cobertura e nos deixou expostos ao frio congelante de Munique. Já estava começando a me aborrecer, quando ouvi do Tiago um "Nossa, olha o tamanho dele!", e ao olhar para a minha esquerda, lá estava ele, o "nosso" Allianz Arena, lindo, branco, enorme, contrastando com o fim de tarde da cidade. É realmente uma vista e tanto, coisa de se ficar olhando por tempos e tempos. Ele ainda estava um pouco longe de nós, então resolvemos caminhar um pouco mais depressa para chegarmos até ele o mais rápido possível, antes de escurecer por completo, e poder tirar fotos como a que está nesse post.

 Foi a realização de um sonho, nunca achei que fosse me emocionar tanto com um estádio de futebol, mas a casa do Bayern de Munique foi realmente um marco na viagem. Ficamos imaginando o movimento por ali em dia de jogo, quantos repórteres do mundo inteiro estiveram ali no dia da abertura da Copa do Mundo de 2006, e como aquele espaço enorme, onde estávamos só nós dois, comporta geralmente a torcida e fans de um dos maiores times do mundo.

Para quem não sabe, dentro do Allianz Arena tem a loja oficial do Bayern de Munique, que ocupa um andar inteiro com tudo que um fan pode querer do seu time: camisas (masculinas, femininas e infantis), uniforme, mochilas, canecas, escovas de dente, miniatura do ônibus do time, almofadas (para sentar no estádio), vinhos, bolsas, carteiras, cachecóis, canetas, cadernos, conjuntos de cama, mesa e banho, dentre outros. Tiago e eu não saímos de lá de mãos abanando, lógico!

 Resolvi falar do Allianz Arena hoje, porque ontem vimos um documentário sobre ele, que o acompanhou desde o início de sua construção até o dia da inauguração, no dia 30 de Maio de 2005, um ano antes da Copa do Mundo de 2006, sediada pela Alemanha. Seguem abaixo algumas curiosidades sobre ele que aprendi com esse documentário:

 - É o estádio oficial dos 2 times de Munique, o TSV 1860 Munique e o famoso Bayern de Munique;

 - Foi elaborado pelos arquitetos Suíços Herzog & de Meuron;

 - Teve seu projeto inspirado no Coliseu, de Roma, por ser oval, e em um estádio inglês, por ter arquibancada bastante inclinada;

- 34 graus, o máximo que se consegue inclinar uma arquibancada;

 - Foi construído em tempo record, 33 meses apenas, devido à pressa de inauguração para a Copa do Mundo de 2006;

 - É constituído de painéis em forma de diamante, que são à prova de fogo, testados em laboratório com fogos de artifício. O fogo não se alastrará caso haja algum problema do tipo;

 - Foi planejado para ser evacuado em tempo record, em situações de emergência. Seus 66 mil torcedores - capacidade de assentos do estádio - conseguem deixar o Allianz Arena em 15 minutos apenas. No caso do Maracanã, por exemplo, o tempo gasto seria de 2 a 3 horas.

 - O estádio à noite fica aceso, tendo a possibilidade de 3 cores: o vermelho, o branco e o azul. Quando o Bayern de Munique está jogando, fica acesa a cor vermelha. Quando é o outro time da cidade, o TSV 1860 Munique, é a cor azul. E quando é a seleção alemã, a cor é o branco.

 Então, gostaram do Allianz Arena? É uma dica e tanto para quem vai visitar Munique. É definitivamente uma parada obrigatória. Dia 19 de Maio próximo tem a final da Champions League lá, com o confronto de Bayern de Muinique, time da casa, e o time inglês Chelsea. Será uma festa e tanto, e nem preciso falar para quem estarei torcendo, né? ;)

 http://www.allianz-arena.de/en/

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O Muro de Rothenburg ob der Tauber


Hoje venho com uma história muito bonita e interessante sobre o Muro de Rothenburg ob der Tauber, aquela cidade lindíssima do interior da Alemanha, que mais parece com um presépio. Trata-se de uma cidade medieval, portanto cercada por muros, já que é uma das características das cidades dessa época. Os muros justificam-se pela proteção contra constantes ataques que objetivavam a tomada e a conquista dessas cidades.

Pois bem, o Muro de Rothenburg é um dos charmes de uma cidade completamente charmosa. O visitante se sente realmente envolto por um clima medieval, incluindo aquela sensação de mistério. Mas quanto Tiago e eu fomos prestar atenção na história da cidade, descobrimos que aquele muro lindo podia não estar mais ali, assim como toda a cidade em si.

Aconteceu na Segunda Guerra Mundial. O exército alemão buscou refúgio em Rothenburg, por se sentir acuada pelos exércitos aliados. Porém, houve a constatação de que o exército estava por lá, e resolveram bombardear a cidade. E foi o que fizeram. Mas os Deuses definitivamente não queriam que Rothenburg fosse reduzida a pó assim e, no dia marcado para o bombardeio aéreo, nublaram o céu da cidade, atrapalhando a visão dos pilotos dos exércitos aliados. Dessa forma, a única coisa que puderam fazer foi jogar bombas aleatoriamente, errando a maior parte, acertando umas poucas em um trecho do muro da cidade, sem contudo acertar as construções das casas e igrejas. Apesar de ter acabado com parte do Muro, foi um alívio geral pelo fato de a cidade ter continuado inteira.

Aí vem a pergunta: "se o muro foi destruído, o que ele está fazendo na foto acima, inteiríssimo?". Calma que vou explicar agora. A cidade de Rothenburg ob der Tauber é uma cidade pequena, e era mais ainda na época. Seus cidadãos se conheciam e eram unidos pelo sentimento de amor pela cidade. O que aconteceu então foi uma mobilização entre seus cidadãos, dirigindo-se ao mundo todo, para a arrecadação de recursos afim de reconstruí-lo. A ideia era ter novamente a cidade assim como ela era, e aqueles que ajudassem, teriam seus nomes em placas de ferro que seriam pregadas ao longo do novo Muro da cidade. E foi o que aconteceu. Muitas pessoas doaram dinheiro, e o que podemos ver hoje ao visitar a cidade, é um muro igualmente lindo, com várias placas pregadas ao longo de seu comprimento, com nomes das famílias doadoras, que se sensibilizaram por um patrimônio da cidade destruído por uma crueldade chamada guerra.

Então é isso, se você caro leitor puder ir à linda Rothenburg ob der Tauber, não deixe de observar o Muro. A cidade em si já se torna digna de ser observada por dias a fio, mas o Muro compõe esse cenário medieval, e para falar a verdade, é um dos grandes responsáveis pela cidade se tornar um dos melhores momentos da minha vida de turista!

Você acha que não? Tem mais histórias envolvendo Guerra x Rothenburg ob der Tauber.

Aguardem...

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