O que é Paris...


 São incontáveis os filmes que já assisti sobre Paris, fotos, então, passam das milhares. E ainda assim eu não imaginava que olharia para a Torre Eiffel ao vivo e me pareceria que nunca a havia visto antes.

 Eu não sabia o que é Paris. Marcamos viagem pra lá para Janeiro deste ano, praticamente começaria 2014 na cidade luz e não tinha nem ideia do que isso significava. Por mais que eu estivesse animadíssima, ainda não imaginava o que estaria por vir.

 Do alto do avião, já a caminho, já avistamos a Torre Eiffel. Já vi um pouco da cidade de cima, mas nada da ficha cair. Desembarcamos no aeroporto de Orly, nos dirigimos até a cidade, e logo que descemos em um ponto próximo ao nosso hostel, já olhei ao meu redor e pensei em voz alta: mas que gracinhas de prédios! Tiago logo disse: "ihhhh, a cidade toda é assim!". Logo então já me imaginei começando a conhecer Paris, mal sabendo que ainda não havia visto nada. Chegamos ao nosso hostel, fizemos check in e, quando chegamos ao nosso quarto e abri as cortinas da janela, comecei a ter uma ideia do que me aguardava. A vista do nosso quarto era a da foto acima: Sacré Coeur. Não tenho certeza se olhei para ela por 10 segundos ou por 10 minutos, não me lembro. O que sei é que eu fiquei paralisada, mortificada, enfeitiçada. A Sacré Coeur bem diante dos meus olhos, e como ela estava maravilhosa ali, ao vivo, bem ao nosso alcance. Já vi o que me aguardava!

 Depois de almoçarmos quisemos logo subir até ela, a igreja linda que nos deu as boas-vindas da forma mais especial. Após andarmos pouco chegamos em uma praça com o Carrossel famoso do filme O fabuloso destino de de Amélie Poulain, o que já me deixou toda feliz por ter reconhecido, e então começamos a subir as escadas que nos levavam até a Sacré Coeur. A vontade era de subirmos de costas os degraus, só para avistarmos a cidade que começava a surgir sob os nossos pés! Foi chegarmos lá em cima para termos a vista completa dela, a Paris dos filmes, dos livros, a Paris que encanta, que arranca suspiros, a Paris de Ratatouille, de O Diabo veste Prada, de Meia Noite em Paris, a apaixonante Paris de A Invenção de Hugo Cabret e de tantos outros que sempre me fizeram emocionar. Estava bem ali, na minha frente, e eu só pensava em fotografar tudo, em aparecer nas fotos com tanta beleza ao fundo, só queria saber de descobrir cada pedaço curtindo o amor da minha vida, minha irmã e minha grande amiga que foram comigo. A viagem estava só começando.

Vista da Sacré Coeur

Paris com meu príncipe


 É realmente diferente andar por Paris. Tem seus pontos negativos, como a quantidade de turistas e de vendedores de miniaturas da Torre Eiffel que te abordam o tempo todo em alguns locais - em Berlim é a maior paz do mundo andar pelas ruas.- mas os pontos positivos são incontáveis. Como já dizia Didi Wagner, Paris é linda de todos os ângulos. E é mesmo. Não interessa o ângulo que você escolha, sua foto vai sair bonita. Tinha momentos que eu não sabia para onde olhava. Andar em Paris é presenciar as mais diversas coisas e sentir as mais diversas emoções ao mesmo tempo. É glamour, é história, é romantismo, é antiguidade. É andar na Place Vendôme com a estátua de Napoleão erguida em seu centro, contrastando com as  mais glamourosas marcas, como Dior, Louis Vuitton, Cartier, dentre outras. Essa praça é, inclusive, composta das mais valiosas grifes mundiais. Eu fiquei encantadíssima, ainda mais que estava ainda enfeitada de Natal, com uma árvore enorme e infinitas luzes.



 Andar em Paris exige observar detalhes. Tem aquele padrão de estilos de prédios, mas cada um possui seu charme. Fiquei encantadíssima com as sacadas dos prédios, cada uma com seu estilo e decorada à sua maneira. As ruas são lindas, bem arborizadas e com suas cafeterias charmosas enfeitando as calçadas. O movimento de carros é bem intenso, por mais que haja o metrô subterrâneo. Ao andar de metrô também constatei que estão, na maior parte do tempo, cheios. A cidade é intensa, ela pulsa o tempo todo. Pessoas vem e vão na maior pressa, arrumadas para o trabalho ou puxando suas malas, olhando mapas, tomando um café, lendo livros, comendo croissants. É incrível também reparar a quantidade de idiomas que ouvimos em um metro quadrado. É gente de toda a parte do mundo. É tanta informação, é tanto sentimento em conjunto que nem dá tempo de cansar, e quando nos demos conta, já estávamos andando por quilômetros.

Moulin Rouge ao fundo

Charme dos prédios e ruas de Paris


 Nosso primeiro fim de tarde foi andando pelo Jardin des Tuileries, um verdadeiro presente. É uma paz andar por entre as árvores, observando as aves próximas à fonte, algumas até nadando. Perto dessas fontes há bancos onde os turistas se sentam e relaxam. Foi o que fizemos. É indescritível a sensação de estar em Paris, descansando em um de seus lindos jardins! Quando a noite começou a cair, seguimos pelo jardim e, ao atravessar uma rua que indicava seu final, já nos deparamos com ele: o Louvre! Foi mais um momento de emoção, o Louvre já iluminado com o cair da noite é de emocionar. Aliás, Paris, ao anoitecer, é de emocionar. Fizemos algumas fotos, passeamos por lá um tempo e fomos andar junto ao rio Sena com destino a ela, a Torre Eiffel. É uma delícia caminhar ao longo do rio Sena, e é mais ainda quando começamos a avistar a Torre Eiffel que, mesmo estando ainda tão longe, já se mostrava tão enorme e exuberante. Decidimos não ir até sua base nesse primeiro dia, parando no meio do caminho quando ela começou a piscar. A Torre Eiffel pisca por quase 10 minutos a cada uma hora. É impossível descrever a emoção que sentimos ao avistá-la piscando bem diante de nós. Foi nessa hora, avistando a Torre Eiffel piscar, abraçada com meu amor, que me dei conta de que realmente estava em Paris, e de que não importa o quanto digam: estar lá, pela primeira vez, é inesquecível!!!

Jardim des Tuileries

Muita paz no Jardim des Tuileries

Louvre no início da noite

Rio Sena

Nós dois e ela <3 p="">
Arco do Triunfo


 Antes de ir para o hotel conhecemos o Arco do Triunfo, também maravilhoso, e fomos para o hostel. Antes de dormir olhei pela janela e dei boa noite à Sacré Coeur, toda linda iluminada. Minhas pernas doíam, meu cansaço era extremo. Foi isso, e também o fato de estar indo dormir sob os "olhos" da Sacré Coeur, que dormi com a paz e a felicidade de um anjo.

 No dia seguinte acordamos todos animados para continuar conhecendo Paris. Fomos a uma estação de trem e, logo em seguida, já fomos para a Notre Dame. Foi outra igreja que me deixou paralisada. Tivemos a sorte de estar um dia nublado, porém com um solzinho tímido aparecendo de vez em quanto, e as fotos lá ficaram realmente especiais! A Notre Dame é enorme, uma bênção. Pude reparar, ao seu redor, um conjunto de pombos deitados na grama tomando sol, o que fez do momento ainda mais abençoado e tranquilo. Entramos, observamos tudo com calma e acendi uma vela para deixar eternizada nossa visita. De lá  fomos almoçar em um restaurante muito charmoso, que indicarei aqui no blog em outro post, e já fomos andando até o Jardim du Luxembourg. Esse jardim traz uma paz tão grande que dá vontade de não sair nunca mais. É uma delícia sentar próximo à fonte, observar os pássaros voando e nadando, procurando visitantes que lhes ofereçam pedaços de pão. O silêncio que conseguimos ao sentar por ali foi uma delícia. Me senti tomada por uma tranquilidade realmente muito grande. Próximo dali chegamos à Praça da Concórdia, com seu lindo Obelisco e a roda Gigante. Dali tivemos uma vista linda da Torre Eiffel. Antes de anoitecer fomos novamente no Louvre para vê-lo com a luz do sol, e que continuava sendo perfeito! Porém, antes, Tiago e eu deixamos, na Ponte des Arts, nosso cadeado do amor. Nosso lindo amor está bem marcadinho com nosso cadeado, e guardado pelas águas do rio Sena. Foi um momento muito especial para nós!

Notre Dame

Muito linda!


Ruas próximas à Notre Dame

Jardin du Luxembourg


Ponte des Arts


Louvre


Praça da Concórdia

Bairro novo de Paris






 Antes de anoitecer resolvemos visitar a parte nova de Paris. Pegamos o metrô e já tivemos a surpresa de sair no meio de todos aqueles prédios enormes e modernos, com suas arquiteturas diferenciadas. Ficamos boquiabertos com tanto luxo e beleza. Essa parte fica longe de parecer com Paris. Pegamos a hora do rush e acompanhamos as pessoas largando o trabalho. Aqueles prédios são todos empresas, e a quantidade de pessoas bem vestidas e apressadas largando seus empregos foi incrível! Recomendo uma visita a essa parte de Paris. É muito linda!

 De volta à Paris que todos conhecemos, resolvemos andar na linda Champs Elysee por toda a sua extensão. São muitas lojas lindas, e ela estava simplesmente maravilhosa ainda toda enfeitada por causa do Natal. Essa avenida é enorme, mas é uma delícia andar por ela toda. Tem inclusive uma loja maravilhosa da Disney, além de lojas de grifes e também de lembrancinhas. Porém, conhecemos uma rua próxima à Sacre Coeur que possui lojas de lembrancinhas mais baratas. Contarei em um próximo post.

Champs Elysee


Champs Elysee


 No dia seguinte já amanhecemos com o gosto amargo do último dia. Tratamos logo, portanto, de correr para a Torre Eiffel. Minha primeira vista dela inteira, tão próxima, foi a partir do Trocadero. É de cair o queixo! Acredito que seja a melhor primeira vista que se pode ter dela. Ficamos todos paralisados com tanta beleza e exuberância. Que privilégio ter essa vista, me senti realmente privilegiada!
Fomos andando até ela e fiquei sem palavras para a vista que temos quando estamos debaixo dela. É simplesmente maravilhoso e incalculável seu tamanho. Não queria saber de mais nada, a não ser de admirá-la. Subimos nela e a vista que temos de lá de cima é maravilhosa! Podemos ver todos os principais pontos da cidade. É imperdível, a subida na torre é obrigatória!

Fachadas lindas dos prédios de Paris

Vista da Torre Eiffel a partir do Trocadero

Eu e meu amor!

Maravilhosa de todos os ângulos


Vista do primeiro andar da Torre Eiffel

Eu e ela



 No caminho de volta para a região do nosso hostel, pudemos ter a chance de conhecer Paris com chuva. Igualmente linda, ainda mais encantadora e charmosa. Fizemos compras na rua próxima ao hotel e fomos para o aeroporto.

 Se foi dolorido me despedir de Paris? Sim, foi bastante. Para mim 1 ano não seria suficiente para conhecer cada encanto dessa cidade. Já estava com saudades de Berlim, mas Paris estava com um gostinho de quero mais.

 Já dentro do avião, com ele taxiando, ao olhar pela janela vejo um farol intermitente. Sim, era o farol da Torre Eiffel. Emocionada, tive a certeza de que isso era um sinal de que voltaríamos algum dia. A convite do nosso cadeado, e com um "aceno" do farol da Torre Eiffel, um dia voltaremos para admirar Paris com os olhos de quem já se apaixonou pela primeira vez!



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