Me apaixonando por Rothenburg ob der Tauber


Senti uma necessidade imensa de vir aqui escrever no meu blog, e os motivos são três: primeiro que meu último post por aqui foi mais melancólico, me despedindo da minha linda Berlin, que por sinal já morro de saudades! Segundo porque estou cheia de novidades para contar da minha viagem inesquecível de 2011. São muitas histórias lindas, muitos lugares fantásticos e muitas informações imperdíveis para compartilhar. Um pecado só não compartilhar com vocês, meus leitores fiéis! E terceiro, porque já viramos o ano, estamos em 2012, e nada melhor do que histórias novinhas para contar no ano novo. E falando em ano novo...

Queria desejar para todos vocês um ano cheio de luz, com muita saúde, que estejamos pertinho daqueles que amamos, que saibamos aproveitar bem a vida, agradecendo sempre a Deus por tudo de muito bom que podemos ter. E porque não, muitas viagens inesquecíveis, para encher os olhos e a alma de boas experiências. Eu mal voltei de uma e já mal posso esperar pela próxima ;)


Então, vamos lá... primeira historinha de 2012! No início de Dezembro do ano passado visitei a lindíssima e imperdível Rothenburg ob der Tauber. Pra falar a verdade, a Alemanha inteira é imperdível, na minha opinião. É cada cidade mais maravilhosa que a outra, e cada história mais fascinante que a anterior também. Sou suspeita pra falar, porque sempre amei a Alemanha. Depois de visitá-la então, nem se fala.

Rothenburg ob der Tauber é uma cidade situada mais ao sul da Alemanha, no estado da Baviera, há duas horas e meia de trem de Munique. É uma cidade medieval, toda murada, onde passa o rio Tauber (daí vem parte do nome). Suas casinhas e ruelas foram mantidas desde que surgiu, sendo apenas restauradas para manter seu clima romântico e sua magia. Sim, é uma cidade mágica, e para vocês terem uma ideia do romantismo que a cerca, ela está localizada na chamada Rota Romântica, que corta todo o sul do país. Um ótimo roteiro para namorar muito. Vale à pena né, Tiago?! ;)

Logo que se chega à cidade, já nos deparamos com ruas perfeitas e casinhas super fofas. Andando mais um pouco, vindo da estação de trem, chegamos a uma das entradas da cidade, murada até hoje, com seus portais e passagens estreitas. Aí a vista é de se apaixonar: ruas calçadas, com pedras simétricas, cada uma no seu devido lugar. As casas, sem exagero nenhum, são de madeira, todas bem pintadas com cores lindas, portinhas redondas, e janelas com cortinas e flores nas jardineiras. Vocês, meninas, aposto que quando eram pequenas sempre foram doidas para conhecer uma cidade feita com casas de bonecas. Então seus sonhos mal resolvidos de criança já têm uma solução: visitem Rothenburg ob der Tauber! Me senti exatamente assim, no meio de uma vila de casinhas de bonecas, ou como diz meu irmão, em um presépio gigante (pode ser comparado a isso também, principalmente quando se visita essa cidade em época de natal).

Se você quiser conhecer a cidade mais a fundo, pode ir à porta da prefeitura, às 20h, qualquer noite do ano. Neste horário um guia junta uma turma de turistas que está por perto, e aqueles que já vão sabendo do passeio, para contar histórias curiosíssimas da cidade, enquanto caminha à frente do grupo pelas ruazinhas. Suas vestes ajudam na sensação de se sentir um habitante da cidade na época da idade média, já que ele usa uma capa preta, botas, um chapéu característico e segura um cajado e uma lamparina. Ao final do percurso você paga a ele a quantia que puder, e finaliza a noite com uma aula de história de dar inveja a estudantes de colégio.

A foto acima eu tirei em frente à loja de presentes de Natal, famosa em toda a Alemanha. Inclusive esse carro lindo é parte da loja, um de seus símbolos. É a Käthe Wohlfahrt, com muitíssimas lojas espalhadas por todo país, com enfeites de deixar qualquer "natal maníaco" maluco. Até quem não possui Natal, no caso dos orientais, ficam desorientados nessa loja. E o mais impressionante é que grande parte dos enfeites são feitos à mão, com todo o capricho, cuidado e carinho, sendo a fábrica em Rothenburg. Eu não resisti e acabei comprando enfeitinhos que corriam o risco de quebrar no caminho, mas por sorte chegaram todos inteiros e enfeitaram ainda mais meu Natal aqui no Brasil. Outra loja maravilhosa que vale à pena ser visitada é uma loja só de ursos de pelúcia, que fica logo na praça principal, da prefeitura. Os chineses entram nessa loja para levarem tudo mesmo, chega a ser engraçado. A cidade inteira fica enfeitada em época de Natal, com árvorezinhas de Natal suspensas, presentinhos espalhados, guirlandas e muitas luzes. Um verdadeiro sonho!

Onde ficar em Rothenburg? Vocês devem estar me fazendo essa pergunta. Pois bem, ficamos em um hotel lindíssimo, charmosíssimo, super aconchegante e muito confortável. O café da manhã é uma delícia, fica praticamente na praça principal da cidade, e os donos são uns alemães muito simpáticos. O preço condiz muito com o que o hotal oferece. É o Gästehaus Edith, não achei seu site oficial, mas tem os dados dele no site Booking.com. Segue então: http://migre.me/7sra1

Bom, terei que fazer um próximo post contando da história riquíssima da cidade. Escrever aqui seria pedir para deixar mais de uma página de texto, o que não é legal. Na próxima então, saibam ainda mais sobre Rothenburg ob der Tauber, a cidade mais romântica da Alemanha!

Beijos e até a próxima :*

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Meu adeus momentâneo a Berlin...


3 meses... parece muita coisa, mas não quando vivemos intensamente esses 3 meses. Quando tirei meus pés do Brasil, pensei já cheia de saudades: "Ainda bem que me despedi de tudo direitinho, pois a partir de agora serão 3 MESES fora". E não é que esses 90 dias chegaram ao fim? Sem pensar. Sem sentir. Sem notar. Dizem que tudo que é bom acaba rápido. Pois é, até os ditados confirmam como minha estadia em Berlin foi maravilhosa.

Cheguei aqui assustada, sem saber por onde andar, para onde olhar e o que ouvir, já que escutava vários idiomas diferentes no mesmo metro quadrado. Se não fosse o Tiago ao meu lado, com sua experiência de segunda vez em Berlin, não teria saído nem do aeroporto. No auge da aflição, cheguei até a pensar "cadê meu Brasil?". Mas logo a linda e enriquecida Berlin me acalmou. Fiquei mais tranquila quando aprendi a andar de metrô, quando comecei a aprender meus caminhos diários de casa, da escola, do supermercado, dos meus pontos turísticos favoritos. Comecei a ler placas com maior facilidade e a identificar creme de leite mais rapidamente nas prateleiras. Aí quando notei, pedia informações em alemão e agradecia em alemão também, porém em Lisboa.

A história de Berlin me fascinou, bem como suas ruas sempre limpas e impecáveis, sua modernidade em contraste com o antigo, seus metrôs pontuais e sua segurança, nos permitindo andar tranquilos na rua altas horas da noite. Como era bom ter várias opções de programas, passear por lojas imensas de aparelhos eletrônicos com preços super acessíveis, e visitar restaurantes com cozinhas do mundo inteiro. Adorava passear aos sábados à tarde com o Tiago, me surpreendendo cada vez que via o Portão de Brandemburgo (meu amor de portão), ficando de queixo caído toda vez que via o Reichstag e me encantando com a Fernsehturm. Adorava ir pra aula e ver gente do mundo todo, além de aprender mais e mais o alemão. Era sempre uma delícia comer comida mongol e nos divertir com os vários estilos de pessoas pelas ruas.

Aprendi a ter Berlin como minha cidade também, e será difícil ir embora. Acabamos acostumando com os lugares, mas a vida continua, nos obrigando a seguir em frente. Mas fica o conforto no coração de saber que ela vai continuar aqui, sempre linda e cada dia melhor, para nos receber de braços abertos, igual fez agora. É por isso que eu digo, é um adeus momentâneo. Vou voltar qualquer dia, Tiago e eu, cheios de saudades, buscando em cada pedacinho dela as emoções que sentimos dessa vez, e que vão ficar em nossas memórias, nas nossas fotos e nos cheiros que cada cidade tem, mas que só são identificados por quem já viveu intensamente em qualquer uma delas.

Obrigada, Berlin. Até a volta =)

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Visita a Dachau


Semana passada estivemos Tiago e eu em Munique, e não pensamos duas vezes sobre dar uma esticadinha até Dachau. Todo mundo sabe que, no triste e inaceitável evento da Segunda Guerra Mundial, Hitler e seus homens perseguiram os judeus e, quando não os matavam de imediato, os mandavam para os chamados Campos de Concentração, que abrigavam horríveis episódios de tortura, crueldade e matanças. Havia vários Campos de Concentração por todo o até então território alemão, e um deles foi feito na pequena cidade de Dachau, próxima a Munique, levando, portanto, o mesmo nome.

Há aqueles que podem pensar que ir até o Campo de Concentração em Dachau, é um programa pesado, ou inútil, ou até mesmo sem propósito. Eu concordo com a opção de ser um programa pesado, mas que definitivamente vale à pena. É pesado porque o visitante se vê frente a frente com o que sempre ouviu falar em aulas, livros e histórias. Tudo o que já se ouviu dizer sobre Holocausto é comprovado por placas explicativas espalhadas em todo o lugar, estruturas ainda conservadas, fotos e um museu com todas as informações sobre o que aconteceu por lá. E digo que vale à pena, principalmente para quem gosta de história, porque é um exemplo vivo da brutalidade humana com seus semelhantes e, ao reviver tudo isso com MUITO menos intensidade, mas com o clima presente, nota-se o quanto é inaceitável e repudiante uma repetição de tudo isso.

O Campo de Concentração de Dachau fica há alguns minutos de ônibus da estação de trem principal da cidade. Há um ônibus que leva os visitantes até lá, e ele percorre o mesmo caminho que as vítimas percorriam, a pé. Ele já teve boa parte de sua estrutura colocada abaixo, sobrando apenas um exemplar do dormitório-banheiro-refeitório dos prisioneiros (eram vários), torres de controle dos soldados Nazistas (onde ficavam armados e a postos, atirando em qualquer um que se aproximasse da cerca de arame farpado), valas (que também ajudavam a impedir a fuga), memoriais (dedicados a todos que ali morreram), igrejas e, o que achei pior de todos, os Crematórios (onde queimaram milhares de prisioneiros mortos) e a Câmara de Gás. A entrada é gratuita, a não ser que o visitante queira uma visita com guia ou orientação por áudio, em várias línguas. Nesse caso, basta pagar apenas 2 euros. Por lá há também uma livraria com vários títulos que ajudam a ilustrar o que houve por ali, inclusive histórias de Anne Frank (a história mais famosa do Holocausto) e sobreviventes, além de DVD's e revistas.

É realmente um prato cheio para quem gosta de história e sente curiosidade de tentar entender melhor o que ouvimos falar durante todas as nossas vidas. Tiago e eu saímos de lá reflexivos, imaginando o que aquele povo todo passou, e até onde um ser humano pode ser cruel, nos perguntando também como pode um lugar abrigar 22 mil pessoas, sendo que foi feito para receber apenas 6 mil,no máximo. Incomoda pensar que seres humanos viveram por anos nas piores condições de existência possível, e tudo por causa de apenas um homem que cismou que não poderiam haver mais diferenças no mundo. No mundo dele. Divido a opinião do meu pai, que diz que todo esse episódio foi a maior aberração da história. Só consegui sair de lá com ums frase no pensamento, que inclusive li em um dos memoriais: Para nunca esquecer.
E que nunca se repita.

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Novo artigo para Sair do Brasil


Pessoal, escrevi uma matéria para o site Sair do Brasil, sobre o Natal em Berlin!
Para quem quiser conferir, o endereço é:

www.sairdobrasil.com.br

Abraços e até a próxima!!

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As estações, momentos únicos!


Esses dias estava esperando uma água ferver lá em casa enquanto olhava pela janela. Temos como vista várias árvores, no espaço interno do conjunto em que moramos. Me lembro que nos apaixonamos com a vista assim que entramos no apartamento. Era meados de Setembro, e ainda era verão na Europa. As àrvores estavam majestosas, cheias com suas folhas verdinhas. Ainda havia aquele ar campestre bem ali, debaixo dos nossos olhos. E não só ali, mas também por toda a cidade.

Os dias foram passando, e nos acostumamos a passar todos os dias por determinados caminhos, passando a repará-los melhor. O tempo está passando muito depressa, e tem coisas que só ele mesmo vai mostrando pra gente. Aí chegou o Outono, e então o vento se tornou mais frio, o sol passou a esquentar menos, e as árvores imponentes e majestosas com suas folhas verdes, passaram a ter as mesmas folhas, mas de cor avermelhada e amarelada. Certo dia abri as cortinas das janelas lá de casa, e notei nossa vista mais colorida, assim como a cidade e nossas rotas de cada dia. As fotos que o Tiago sempre tira da cidade passaram a ter um brilho especial, e então nossos passeios rotineiros pela cidade nos ofereciam belas vistas que antes só víamos por fotos e em filmes.

Os dias continuaram a passar até que, ao andarmos pelas ruas, começamos a chutar folhas secas que formavam um tapete pelo chão. Aí então passeando com Tiago pelas ruas, juntos fomos notando a cidade ganhando um tapete de folhas com aqueles formatos lindos, e as árvores cada dia mais secas. Quando parei para reparar lá da janela de casa, vi que nesse momento eu conseguia ver mais coisas do pátio do conjunto em que moramos de cima do nosso apartamento, o que antes não era possível devido às árvores carregadas de folhas. É... o Outono não só estava ali, bem em frente aos nossos olhos, como também estava se tornando Inverno aos poucos. Inclusive algumas árvores da cidade não possuem nenhuma folha mais. A natureza cuidou de retirar tudo para dar lugar à neve que já está prevista para cair na cidade.

Para mim está sendo maravilhoso acompanhar as estações tão bem definidas assim como são no Hemisfério Norte, e está sendo possível justamente pelo fato de eu estar morando aqui por uns tempos. São coisas que são imperceptíveis para quem passa apenas alguns dias por aqui. Pode parecer bobeira ou uma coisa insignificante para alguns, mas para mim, além da realização de conhecer coisas novas e experimentar sensações diferentes, é especial demais justamente por presenciar isso com uma companhia tão maravilhosa, como a do Tiago. Juntos fomos mostrando um ao outro nossas diferentes percepções sobre as coisas, e notando como é bonito o ritmo de uma cidade. Berlin é maravilhosa, o lugar mais bonito que eu já visitei, rica em detalhes, rica em história, rica em acontecimentos, acolhedora e fascinante. E acredito que ela se tornou tão maravilhosa para mim, não só pelo fato de eu estar morando aqui, assimilando a cidade como "minha" também, mas mais do que isso, por estar nela com uma companhia tão maravilhosa que me faz enxergar os detalhes que fazem a diferença nos nossos dias.

Meus pais estiveram aqui na semana passada e amaram Berlin também. Tiveram uma grande admiração também pelo tapete de folhas que se formou pela cidade. Aí então, quando chego na janela da nossa casa e vejo as árvores quase sem folhas, com todas elas espalhadas pelo chão, vejo como é lindo uma árvore verdinha, mas como é ainda mais linda a mudança que as fazem cair, esperando dessa forma o inverno, que deve ser ainda mais maravilhoso.

Aí vai a dica: viaje com as pessoas que você mais ama. Com a companhia certa, tudo será mais lindo, e a experiência, inesquecível!
Obrigada Tiago, papai e mamãe!

Texto sentimental, não? rsrsr!

Até o próximo, virão mais novidades por aí ^^

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Como é viajar de Air France



Vim para a Europa de Air France e até hoje não compartilhei informações de como é, né! Pecado!

Então, viajei de Air France do aeroporto internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, até o aeroporto internacional de Paris, o Charles de Gaulle, no modelo 777-328. Achei as poltronas confortáveis e o avião bem grande. Logo que chegamos os comissários de bordo já nos entregaram uns kit's contendo aquelas máscaras para colocar nos olhos ao dormir, lenços e fones de ouvido, para escutar música e ver filmes nas telas individuais de cada poltrona. Falando nessas telas individuais, elas oferecem uma variedade imensa de entretenimento, como vários filmes, seriados, desenhos, músicas, jogos e informações sobre o vôo, como mapas contendo a localização do avião, altitude e temperatura externa. Logo no início da viagem também são distribuídos travesseiros e cobertores. Eu viajei durante o final da tarde/noite/madrugada, então não sei se dão esses kit's para vôos diurnos também.

Com relação às refeições, elas acontecem da seguinte forma: logo que o avião decola e o comandante desliga o aviso de afivelamento dos cintos, os comissários passam servindo sucos e torradas. Quando dá a hora do jantar, eles passam servindo massas, como penne, acompanhadas de alguma bebida da preferência do passageiro. Detalhe que há a opção de refeições especiais para quem tem algum problema de saúde, como diabetes, hipertensão dentre outros. Fazendo o requerimento dessas refeições especiais no site ou via atendimento ao cliente por telefone - sem nenhum custo adicional - com no mínimo dois dias de antecedência da data marcada da viagem, eles lhe servem essas refeições, que por sinal são muito saborosas. Eu comi e gostei!
Durante a madrugada não é servida nenhuma refeição, até porque esperam que você durma, o que não aconteceu comigo. Para os zumbis de plantão, os comissários disponibilizam nas cabines ao longo do avião bebidas à vontade, como água, refrigerantes e sucos.
Já pela manhã, é servido um café da manhã também muito gostoso, com pãezinhos, manteiga, frutas e sucos. Os pães, inclusive, são servidos à vontade durante todas as refeições.

No mais, a decolagem e o pouso foram super suaves, e o voo em si foi bem tranquilo. Houveram algumas turbulências mas foi devido a tempestades sobre o oceano Atlântico, o que é perfeitamente normal. Os comissários de bordo foram atenciosos e simpáticos, e a viagem muito agradável.

Sei que muitas pessoas ainda devem temer voar de Air France pelo ocorrido em Maio de 2009, quando uma aeronave caiu no oceano Atlântico ao fazer a mesma rota Rio - Paris, mas isso é bobagem. Depois dessa experiência com certeza voaria mais vezes pela companhia. Merecem todos os créditos.

Em breve, mais notícias de Berlin e da minha visita à cidade de Dresden, super cute!

Beijos e abraços aos meus queridos leitores!

p.s: quem quiser dar uma lida no meu novo blog junto com meu namorado Tiago sobre a nossa vida em Berlin, acesse: http://www.berlimmer.me/

^^

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Desbancando rótulos...!


Vamos fazer uma rápida brincadeira. Vou falar uma palavra e você rapidamente forme uma imagem em sua mente, correspondente a essa palavra, na sua opinião. Vamos lá então: ALEMANHA! Pronto? Aposto que uma certa porcentagem imaginou o Hitler, uma outra porcentagem pensou em tanques de guerra, corpos espalhados e pedaços de construções pela rua, mas aposto que 90% pensou em dias nublados, com tudo cinza e neve caindo.

Bom, estou aqui hoje para desbancar esse tabu que se forma na cabeça das pessoas. Eu sou uma dessas que tinha esses pensamentos, apesar de sempre admirar a Alemanha. No meu caso, eu imaginava dias super nublados e todo mundo morrendo de frio. Bom, dependendo da época, a parte do morrer de frio é verdade. Mas vou dizer uma coisa, desde que chegamos aqui, dia 20 de Setembro, o céu está sempre azul e lindo, com um sol que pode-se até dizer brilhante. É verdade que ele não esquenta quase nada, mas está lá, deixando os dias lindos, assim como esse da foto. Apesar de a Alemanha ter invernos rigorosos e possuir temperaturas baixas por boa parte do ano, ela possui seus dias azuis, ensolarados e com oportunidades das pessoas saírem para passear e tomar sorvete (sim, tem muuuitas sorveterias por aqui!).

A essa altura do campeonato o frio já chegou de verdade por aqui, apesar de o sol continuar firme e forte por aqui e sem chuvas. Essa foto acima foi tirada no inicinho de Outubro, início também de Outono. Quando o dia fica bonito assim, os turistas aproveitam para passear de barco no rio Spree, que corta a cidade, e todos deitam es espreguiçadeiras na beira desse rio, curtindo um solzinho. É também deixa para passeios pela cidade e aproveitar eventos que acontecem próximos aos pontos turísticos.

O fato é que uma das coisas que mais me encantam por aqui é a definição perfeita das quatro estações. Outono é época de folhas caindo, e as que permanecem nas árvores ficam queimadas e vermelhas. É fase de vento frio e de ruas coloridas pelas folhas que caem. Em breve chegará o inverno, e aí sim o céu ficará escuro, sem sol e com ventos ainda mais congelantes. Mas com ele vem a neve e as luzes de Natal, que darão um toque todo especial ao inverno, que também deve ter seu charme. Tudo tem seu charme, desde que saibamos tirar proveito de cada fase! ;)

"Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem." - Felicidade (Marcelo Jenesi)

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