"Como sou pobre, só compro nos EUA"


Essa frase "Como sou pobre, só compro nos EUA" é uma espécie de carapuça que serve para uma boa parte dos brasileiros, para não falar que para quase todos. Quando o empresário gaúcho Henri Chazan disse essa frase, ele quis dizer o que todos estamos habituados a ver, ou seja, pessoas poupando dinheiro para comprar aquele eletrônico com o qual sempre sonha, em uma viagem suada aos EUA, ou então pesquisas em sites americanos de compra, como Amazon e Ebay, para importá-lo. São poucos os que vão às lojas aqui no Brasil e saem dela com seu MacBook ou qualquer outro produto debaixo do braço, felizes da vida. E os que fazem isso nem devem sair tão felizes assim, pois a nota que gastaram dói no bolso de qualquer um.
Isso acontece pelo simples motivo: os impostos Brasileiros. Com eles, os produtos que entram aqui recebem uma taxa de impostos, e as empresas, para não tomarem prejuízo na revenda, repassam um valor ainda maior para o consumidor, conseguindo assim seu lucro sobre o produto. É a mais dura verdade, se não temos condições de fazer compras nos Estados Unidos, ou de importar, temos que nos contentar em juntar um dinheiro absurdo para pagar um produto que, "lá fora", é cerca de um quarto do preço daqui. E detalhe, os modelos são os mesmos.
Foi o que disse o repórter da revista Época, José Fucs:
"Se os impostos fossem menores e a diferença (ou boa parte dela) fosse repassada para o consumidor, mais gente poderia comprar as mesmas coisas. Também sobraria mais dinheiro para que pessoas comprassem outras coisas - ou poupassem. Em ambos os casos, elas estimulariam o desenvolvimento do país, ajudariam a gerar mais empregos e no final das contas até elevariam a arrecadação do governo com os impostos, pelo aumento da atividade econômica."
Como podemos constatar, é um absurdo comprar produtos aqui, contribuindo assim para que essa situação continue. É claro que acabamos não tendo tantas outras opções, mas isso não deixa de ser revoltante. Para vocês terem uma ideia, somos os turistas que mais gastamos nos Estados Unidos, superando até mesmo Japoneses e Franceses. Garanto que isso não é dinheiro sobrando. E quem não pode ir, acaba pedindo para quem vai, para trazer alguma coisa. Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!
Sabendo disso, minha gente, vamos colaborar com nossos conterrâneos, e trazer aquele MacBook especial, ou um PSP, ou qualquer outra coisa que seja MUITO mais barato do que nos Fast Shops dos shoppings brasileiros! Já é uma forma de conseguir as coisas que aqui são praticamente impossíveis, devido aos "amigáveis" impostos, como não se vê em lugar algum!

Aproveite e pesquise passagens para os EUA, e faça suas compras de Natal, mais barato! ;)

Acesse:
http://migre.me/1PlmN

Até a próxima!

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O Muro de Berlim


Hallo Leute! Esse cumprimento em alemão (Olá pessoal!) está totalmente de acordo com o post de hoje, o Muro de Berlim, ou Berliner Mauer.
Semana passada participei de um concurso de redação do site da Deutsche Welle - http://www.dw-world.de/brazil - que era justamente sobre o Muro de Berlim, sua queda e as consequëncias para o mundo! Achei o tema muito interessante e resolvi participar desse concurso, pois para mim, nada na história se igualou a esse acontecimento. Creio que estar por dentro do assunto e saber o que sentiram os que estavam ligados diretamente e até mesmo indiretamente a esse acontecimento, é uma ótima oportunidade de crescimento do acervo pessoal. Antes mesmo de pensar em participar desse concurso já lia bastante sobre o assunto, e após isso li ainda mais e fiquei sabendo de coisas ainda mais incríveis que não aprendemos na escola.
Primeiramente havia feito um texto grande e completo, com pra lá de 3 mil caracteres, mas o concurso permitia somente no máximo 1500, então tive que diminuí-lo pela metade. Segue então o que enviei para o Deutsche Welle. Se alguém se interessar por ler o maior (e mais completo), mande-me um e-mail (robertavonzastrow@gmail.com) que eu o envio! Espero que gostem!

O Muro de Berlim - Berliner Mauer
O Muro de Berlim pode significar apenas uma construção, mas sua realidade trouxe e
ainda traz significados para a população alemã e todo o planeta. É um acontecimento
singular, no qual uma cidade foi dividida entre capitalismo e comunismo, assim como
famílias, ideais, orgulho e sonhos.

Devido às glórias do capitalismo, o direito de ir e vir foi cercado e guardas comunistas
receberam ordens para punir quem desobedecesse à regra de permanecer nos
limites. Revoltas, mortes e por vezes o silêncio marcaram um povo que foi abrindo
mão de sua identidade e, durante 28 anos, o pesadelo reinou. Mas no dia 9 de
Novembro de 1989 o muro ruiu e com ele a ideologia comunista. A população foi às
ruas, abrindo passagem para o lado antes proibido.

Mas a queda do Muro não foi uma solução instantânea. Na Alemanha a população
teve que reacostumar com o outro lado, além também da unificação da moeda. Até
hoje o lado Leste, ex-URSS é menos desenvolvido que o Oeste, ex-EUA. Porém,
essa diferença só diminui com o tempo. Para o mundo, o ano de 1989 foi o marco
para mudanças, com o crescimento dos EUA como nação soberana e seu sistema
capitalista, referência para nações em desenvolvimento.

Os processos que levaram à construção e queda do Muro foram marcantes para
todos. O tempo passa e marcas da violência ganham novos ares e novo panorama.
As pessoas se tornaram aptas a refletir, a serem mais críticas e a questionar. O Muro
deixará sempre sua marca, seja pelas ruas de Berlim, ou em livros e na mente das
pessoas, assim como em pedaços espalhados por nações que viram uma divisão de
espaço e comando subir e ruir, em 28 anos de muita repressão.



Foi esse o texto! A história que envolve tudo isso é muito interessante! Livros e filmes é o que não falta para ficarmos mais por dentro do assunto. Para quem gosta de história, com certeza é um prato cheio!

Para quem pretende ir a Berlim e conhecer tudo isso mais de perto, pesquise aqui hotéis e passagens aéreas para a capital alemã!

Passagens aéreas
http://migre.me/1Dkc7

Hotéis
http://migre.me/1Dkev

Dúvidas, críticas, sugestões, elogios ou querem contribuir com um texto bacana? Escrevam-me: robertavonzastrow@gmail.com

Tschüss! =)
(Tchau)

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Praia de Jeribucaçú


Gente, vou contar para vocês da praia de Jeribucaçú, próxima a Itacaré!
Todos já ouviram falar que Itacaré é um verdadeiro paraíso selvagem, certo? E realmente é! Quando fui, em 2008, quase não havia barracas, e não existiam vendedores ambulantes circulando e oferecendo seus produtos. Lá não tinha isso, somente turistas (a maioria extrangeiros), surfistas e as lindas pousadas. As praias não possuem estruturas que costumamos ver em outras cidades praianas badaladas, como Porto Seguro. Quem quiser algum conforto, que leve de casa.
Itacaré já é um cenário perfeito para quem quer descanso, sossego e ouvir apenas o barulho do mar. Mas saibam que, a 8 km de Itacaré, existe um lugar ainda mais "abandonado", selvagem e simplesmente maravilhoso. Estou falando da praia de Jeribucaçú!
Para você chegar nessa praia, para se ter uma ideia, é necessário andar no interior de uma fazenda que é propriedade privada, por uma trila no meio do mato por cerca de 30 minutos. Além de barrancos e morrinhos leves, a vista em alguns locais é simplesmente sensacional, com direito a muitos coqueiros e um mar azul maravilhoso de fundo. Depois de várias descidas, chega-se literalmente ao paraíso. De um lado, o mar imponente com suas ondas dignas de surf, e do outro um rio calmo e sereno, que vai de encontro ao mar da forma mais suave possível. O verde dos coqueiros está por todo o lado, fazendo você se sentir realmente no coração na natureza.
Poucas pessoas vão até o local, tanto que durante o tempo em que estive lá havia somente duas dinamarquesas, um casal de namorados e minha família. Há também uma pequena barraca com um vendedor, que fornece bebidas e um peixinho frito para a hora que a fome apertar.
Aproveitei muito essa praia para descansar e me esquecer do mundo. Minha distração era ficar sentada no interior do rio, na parte de sua tragetória em que corre manso para o mar. Essa parte é bem rasa e a água muito transparente, tanto que podemos ver peixinhos coloridos passando ao nosso lado. O único barulho que escutamos é das ondas quebrando na areia. É impressionante como um lugar ainda pode ser tão tranquilo, além de lindo!
Vale à pena também observar o encontro do rio com o mar, que forma um belo espetáculo!
Bom, taí a dica então heim! Quando forem a Itacaré, não deixem de conhecer a praia de Jeribucaçú! Garanto que vale MUITO à pena!


Eu ouvi esses dias o pessoal da minha sala comentando um com o outro o que vão fazer no reveillon. Pois é, já estamos começando a avaliar o reveillon. E o pior é que temos que começar a olhar realmente por agora, pois mais pro fim do ano vão acabando todas as opções. Para facilitar a vida de todo mundo, tem disponível na barra lateral daqui do blog, uma ferramenta de comparação de preços de passagens aéreas e hospedagens. Dessa forma fica bem mais simples achar a melhor opção para sua viagem!
Vou disponibilizar aqui também links de passagens para os principais destinos no reveillon!
Façam bom proveito! =)

Rio de Janeiro
migre.me/1s4Vx

Salvador
migre.me/1s4U9

Florianópolis
migre.me/1s4Tr

Quem tem alguma história interessante ou dica, é só me enviar um e-mail: robertavonzastrow@gmail.com
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Lugares mais visitados do mundo


Aí está um mapa divulgado, que representa as áreas mais intensas de turismo no mundo, segundo o Panorâmio, site de fotos da google. Segundo o mapa, as àreas amarelas são as que recebem turismo intenso, as vermelhas recebem turismo médio e as azuis as que recebem pouco ou nenhum turismo. As áreas cinzas indicam que não há visita alguma.
Essa pesquisa foi baseada em análises de fotos no Panorâmio. Foram examinadas as fotos, como onde foram tiradas para que se obtivesse esse resultado. Tudo bem que as áreas com cores intensas realmente indicam as mais visitadas no mundo, mas será que as áreas azuis e cinzas são realmente pouco ou nada focos de turismo?
Acredito que turistas tenham vários tipos de comportamentos quanto a fotos tiradas em suas viagens. Muitos ainda acreditam na magia de revelar as fotos e colocar em um álbum personalizado (eu ainda sou adepta a essa ideia. Gosto de ter tudo em mãos), outras acham melhor apenas gravar em cd's e guardar como recordações que um dia voltarão a ver. Existem também as que gostam de expor suas fotos, aí sim as disponibilizam em sites como Picasa, Flickr, além dos sites pessoais, como blogs, Orkut e Facebook. Pelo menos aqui no Brasil, não são todos que conhecem o Panorâmio. Sinceramente nunca soube de ninguém que posta fotos lá. E isso quer dizer que brasileiros não viajam? Não mesmo! Brasileiros andam se virando, mas andam viajando! Tenho reparado e vejo um número cada vez maior de pessoas buscando conhecer o exterior, ou o Brasil mesmo, querendo ver mais coisas, conhecer mais culturas e mais paisagens diferentes. Ando percebendo muita gente investindo na própria cultura.
Portanto, penso que seria bom pensar que pode haver muito mais turismo nas áreas azuis e cinzas do que a Panorâmio indica. Mas podemos já ter certeza que Europa, Ásia, EUA e uma pequena parte do litoral Brasileiro ainda ocupam uma incrível faixa da atenção dos turistas!

Aproveitem e participem da Enquete: Qual região do mundo vocês possuem mais vontade de visitar?

Quer compartilhar informações ou opiniões? É só me mandar um e-mail: robertavonzastrow@gmail.com

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Convento de Mafra


Já ouviram falar no convento de Mafra, em Portugal? Não? Pois saibam que este convento tem muito mais a ver com o Brasil do que vocês imaginam.
Fiquei sabendo desse convento quando meu namorado, que está lendo o livro A Ira de Deus, que relata o terrível terremoto que ocorreu em Portugal, no ano de 1755, me contou que esse convento foi construído com riquezas que os portugueses tiravam do Brasil no período colonial. Isso mesmo! Se quisermos recuperar boa parte da nossa riqueza, é só “carregar” pra cá o convento de Mafra.
Bom, vou contar melhor a história. Quando o Brasil ainda era colônia de Portugal, e predominava o cultivo da cana de açúcar, Portugal acabou começando a ter uma baixa considerável nos lucros ligados a essa fonte de renda, já que essa prática passou a se tornar comum dentre as grandes potências, aumentando dessa forma a concorrência. Alguma providência, portanto, precisava ser tomada para que o lucro voltasse a ser alto. Sendo assim, os portugueses começaram a explorar com mais afinco o interior da colônia Brasil, encontrando, onde hoje é o Estado de Minas Gerais, riquezas minerais como ouro e diamantes. Essa descoberta fez o até então rei de Portugal, D. João V, enriquecer de forma abrupta, e não seria estranho se toda essa riqueza não tivesse lhe subido à cabeça.
A mais suntuosa providência tomada por D. João V com relação a sua riqueza, foi construir em Mafra, terreno plano que fica a 40 km ao norte de Lisboa, um Palácio-Convento, que reuniu um charmoso estilo barroco e inúmeras riquezas. Um de seus objetivos era superar o Palácio dos Reis da Espanha e a Catedral de São Pedro, no Vaticano. Foram encomendadas estátuas de Roma, e 45 mil trabalhadores de toda a Portugal, chegando a paralisar o país durante sua construção, uma vez que as terras ocupadas por esses trabalhadores deixaram de ser cultivadas. O trabalho na obra envolvia dias e noites de muita dedicação, e cerca de 6 mil soldados vigiavam-nos para que tudo fosse construído a pleno vapor.
Com a dificuldade que se estabeleceu no país devido à falta de cultivo e de trabalhadores disponíveis, sem contar as perseguições da Inquisição, boa parte da população portuguesa saiu de Portugal em busca de uma vida melhor no Brasil.
Realmente o Palácio-Convento foi construído bem rápido, e sua bela e suntuosa construção até hoje causa a admiração de muitos turistas que visitam a região. D. João V e sua esposa nunca chegaram a dormir lá, procurando o local apenas para descanso e caça, porém reis posteriores usufruíram bastante do espaçoso e dos mais de cem quartos presentes em seu interior.
Felizmente o Convento de Mafra não sofreu danos com o terremoto de 1755, e está disponível para ser apreciado até hoje, em Mafra.
Quem gostou da história e quer mais informações, leia o livro A Ira de Deus, do autor Edward Paice. Além de uma pincelada sobre Mafra, o livro tráz a história de Portugal, e sua devastação pelo terremoto.

Quem tiver alguma história interessante para contar, me mande um e-mail: robertavonzastrow@gmail.com

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Diferenças Culturais


Resolvi falar sobre diferenças culturais nesse post, como resultado de acontecimentos no meu fim de semana. Tem certas coisas que você vê e ouve falar que te fazem refletir mais sobre pessoas e fatos que nos cercam, nos fazendo ter plena noção de que tem horas em que julgamos o que é diferente de nós, sem saber o porque de todas essas diferenças. Se formos pensar bem, já somos diferentes daqueles em que moram na mesma casa que nós, sem falar então nos que moram no mesmo bairro, cidade, país e até em outros continentes. Todos sabemos disso, mas é realmente, na prática, difícil lidar com o que é diferente, e assim os desentendimentos e divergências culturais acabam existindo. E dessa forma começamos a julgar as pessoas, sem saber o que vem por trás de toda essa diferença.

Essa corrente de pensamentos começou ontem, durante a minha aula de alemão. Estávamos eu, Ju, Bárbara e João conversando sobre Natal. O João já morou por um ano na Alemanha, e a Bárbara morou por 6 meses no Canadá. Todos sabemos que é tradição no Natal, aqui no Brasil, a família toda se reunir na casa de algum parente, no dia 24 de Dezembro, e fazer aquela festa, com músicas, comes e bebes, ceia à meia-noite, reza e troca de presentes, com muitos abraços e contato físico. Perguntei então ao João como foi seu Natal na Alemanha, e como a família alemã costuma comemorar. Ele me disse que a as famílias também se reúnem no dia 24, mas que lá é de lei ir antes à Igreja, coisa que nem todas as famílias fazem por aqui, à meia-noite ceiam, trocam presentes, e logo vão dormir. Nada de festas longas e muito barulho. Já a Bárbara disse que seu Natal no Canadá foi um pouco mais triste. Disse que a cidade em que ficou se enfeita e prepara de forma maravilhosa para o Natal, mas que no dia 24 as famílias costumam não fazer nada. Ela me contou que ficou vendo filmes com sua mãe e irmã de intercâmbio, e que assim que acabou foram dormir, sem nada comemorar. Somente no dia 25 foram almoçar na casa de parentes, e aí sim rezaram e almoçaram. Tudo de forma bem formal, sem muitas delongas. Achei estranho e ela também disse ter se sentido triste nesse dia, mas parece que lá o natural é esse. Eles estranhariam bastante se viessem passar um Natal com nós brasileiros.

Passei o resto do sábado pensando nisso, até que à noite, antes de dormir, li um pouco do livro Berlin, 1945 que ando lendo. Meu namorado já o havia lido antes, e então costumamos conversar sobre alguns trechos que nos chamam a atenção. O livro retrata o pós guerra na Alemanha, ou seja, a ocupação dos aliados e as situações dificílimas pelas quais passou a população alemã. E justamente com relação a isso, meu namorado comentou que é devido a episódios como esse do pós guerra (estupros, roubos, assassinatos, agressões, e humilhações por parte dos aliados), e até mesmo durante a guerra (Nazismo e um ditador totalmente maluco e egoísta, como o Hitler), a população alemã, até hoje, é mais reservada e fria. Quando falamos de alemães vêm à cabeça de todos pessoas frias, arrogantes e sérias. Mas o que muita gente não sabe, é que são também pacientes e prestativos com quem chega de fora e fica perdido pela cidade ou tenta pronunciar a língua deles. É aí que temos que pensar que essa frieza e excesso de conservadorismo provavelmente deve-se há algum fato histórico. Fomos parar para pensar nisso ainda mais, após ler Berlin, 1945. Recomendo essa leitura, pois é através de fatos históricos que podemos perceber o que torna uma população com a cultura bem diferente da nossa.
Nós brasileiros nunca passamos por uma guerra em nosso território, mas estamos passando por uma guerra contra a violência, a corrupção e o tráfico. Será por isso que somos desconfiados? E se somos batalhadores e famosos por sempre darmos um jeitinho, será que é porque temos que nos virar, já que nosso país nem sempre consegue oferecer condições dignas a toda a sua população? Por outro lado, vivemos em um país ensolarado, bonito por natureza e sempre quente. Pode ser devido a isso também que somos alegres, falantes e calorosos. Já na Europa e Canadá o frio predomina em pelo menos 90% do ano, com tempo fechado. Podemos pensar que a seriedade pode vir a partir daí? Creio que sim, pois pesquisas dizem que o índice de suicídio nesses lugares é maior que em países tropicais. Dessa linha de raciocínio podemos tirar também conclusões sobre organização, pontualidade e formas de comemoração.

E hoje, vi um filme que só confirmou essa minha linha de raciocínio. O filme se chama O Contador de Histórias e se passa aqui em Belo Horizonte, na década de 70. No filme um menininho de rua acaba indo parar na FEBEM, por opção da própria mãe, e lá dentro acaba se tornando em um marginal e logo após em menino de rua. Sua sorte começa a mudar quando uma francesa que está no Brasil estudando resolve analisar sua história, para um trabalho na área pedagógica. Porém sua afeição pelo garoto a faz continuar ajudando, e o transforma em um homem honesto, estudioso e trabalhador. Hoje ele é considerado um dos dez maiores contadores de história do mundo. Dessa forma, fiquei pensando que o comportamento de toda uma vida pode mudar, se alteramos também o percurso de uma história. Se ficasse na rua como antes, poderia estar preso hoje. Como foi adotado e recebeu carinho, seguiu bons exemplos e aprendeu a ser uma pessoa de bem. E quem não pôde receber ajuda, que é o que acontece com a maioria? E quem realmente sofreu na vida, a ponto de se revoltar e partir para o lado criminoso? E quem realmente não tem outra opção?

Através desses três fatores em um final de semana, fiquei pensando que as diferenças existem, mas que por trás delas, existem histórias, existem porquês e existem divergências, e que nem sempre nosso destino depende de nós mesmos. Muitas vezes não temos escolhas, e em outras temos e seguimos, ou então deixamos de seguir pelo simples fato de que as circunstâncias não ajudam. Acredito que devemos pensar que devemos aceitar as diferenças, e que é um enriquecimento enorme para a alma ver o que tem por trás de cada história.

Obrigada, pessoal, pelos maravilhosos exemplos do fim de semana!
Se você tem uma opinião sobre esse assunto, deixe um recado ou me envie um e-mail: ro3086@yahoo.com.br

Até o próximo post!

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Romantismo em Lavras Novas


Hoje venho com uma dica de ouro para quem está a procura de um cenário perfeito para um descanso merecido junto daquela pessoa especial. Senhoras e senhores, eu estou falando de Lavras Novas, em Minas Gerais!
Todo mundo já sabe que o estado de Minas Gerais guarda entre suas montanhas as mais belas paisagens, certo? São cidades cercadas por montanhas, belas cachoeiras, arquitetura barroca, e cidades inteiras onde podemos respirar história. Opções não faltam, e quem conhece sabe bem do que estou falando. Cada cantinho de Minas fornece um atrativo diferente, de acordo com as necessidades e vontades de cada um, tendo algumas atrativos para todas. E quando os mineiros e visitantes querem saber de romantismo? Aí então, a maioria procura por Lavras Novas!
Lavras Novas pode ser considerada um município de Ouro Preto, a 118km da capital mineira. Com ruas e becos tranquilos, além de paisagens de tirar o fôlego, o pequeno vilarejo guarda para visitantes momentos inesquecíveis, e uma ótima oportunidade de descanso e de estar mais próximo da natureza! São serras, mirantes, cachoeiras - sendo uma delas inclusive chamada de Cachoeira dos Namorados - o parque do Itacolomi, represas e locais destinados a esportes radicais, tudo na mais perfeita condição para dias perfeitos de hospedagem.
E por falar em hospedagem, pousadas charmosas e românticas é o que não falta em Lavras Novas. São chalés e casinhas de madeira, ao estilo barroco, daquele jeito que qualquer casal romântico deseja: cortinas em estilo romântico nas janelas, lareira, aparelhos de fondue, fogão à lenha, cobertores, redes, banheiras de hidromassagem nas pousadas mais refinadas, aquele friozinho de inspirar qualquer um e, quando se abre a janela ao amanhecer, a vista é uma das serras, cobertas de neblina. Pássaros cantando, como Siriemas, também é comum por lá. São vários os casais que vão para lá, e todos voltam contando maravilhas do local.
Dentre tantas cidades aconchegantes que Minas oferece, Lavras Novas é mais um roteiro apaixonante, que com certeza vai atender as expectativas de qualquer casal que for visitá-la!
Para quem se interessou e deseja saber de maiores informações para uma futura visita, basta acessar o site abaixo:

http://www.lavrasnovas.com.br/

Até o próximo post!

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